quarta-feira, 14 de março de 2007

Em épocas modernas o que resta além de adequar-se?

Real Ficção

Imagino, deliro,
Crio algo intangível.
Não toco nem ouço,
Sem cheiro ou gosto.

Apenas vejo, leio.
Observo a grafia,
Palavras modernistas.
Um sorriso a muito gosto.

Ah, menina de belo rosto,
Teus lábios quero, a mui gosto.
E tocar lhe a rubra face
Com o afável toque amoroso.

Delicio-me na fantasia,
De fazer-se real um dia,
E trazer o que meu sonho cria
Para a solidez dessa ilusão.

A tua beleza desmedida, minha mais real ficção...


Acho que o poema fala por si próprio. Doravante, acredito ser necessário ressaltar um trecho de um poema de Fernando Pessoa sob o heterônimo Cancioneiro:

"Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração... "

Trecho de Isto - Cancioneiro (Fernando Pessoa)

Embora devo concordar que deve haver algo do autor na obra, isso deve permanecer em sigilo, até que um dia eu perca o resto dos parafusos que mantém a minha cabeça no lugar e explique meus poemas com maiores detalhes...

2 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

olha como eu sou legal...
vou escrever tudoooooooo de novo pq deu erro e eu perdi o comentário maravilhoso q eu tinha feito...

"Legal seu blog! vc escreve tri bem!"

sim, eu copiei isso de alguéééémmmmm, q sempre escrevia a mesma coisa no meu blog =D

rs

mas enfim.. tbm acho q vc deve perder alguns parafusos rs, pra eu entender algumas coisas q vc escreve :P

e eu gostei mesmo do seu blog, estou curiosa pra ler o próximo post em especial...

Beijos!