quarta-feira, 28 de março de 2007

Entre as 5:00 e 05:15 AM

Bom dia a todos! Nada como começar o dia alegre e vivo! Se alguém souber como se faz diga-me...Escolhi esse conto por que temos um leitor novo (Agora somos SEIS) e acredito que ele servirá como "Boas Vindas". Sem muitas mais palavras, com vocês, “Causa Mortis”...


“Causa Mortis”

Deitada, imóvel sobre a lápide de metal. Nenhuma reação, a fisionomia rígida os olho cerrados. Lábios levemente abertos, nenhum suspiro. Os braços alongados e delicados estendidos rente ao corpo. Sua única veste um grosseiro lençol azul que não faz jus a sua beleza. A linha da cintura definida, as pernas sensuais estagnadas. Nenhum movimento, nenhum sussurro.

A causa da morte seria uma overdose, embora fosse necessária uma autopsia, me via incapaz de macular o seu corpo. Não ousava nem mesmo fitá-la diretamente na face, não por medo que ela me visse, mas por estar atemorizado diante de tamanha beleza. Uma overdose. Talvez ela não merecesse este fim dedicado apenas à incautos entregues ao vício, não, certamente ela merecia mais, muito mais.

Mas o que haveria de ser? Suicídio? Não, seguramente não. Com um diagnóstico desses outros iriam esquartejá-la, retalhar cada centímetro do seu corpo na espera de descobrir qual fora o veneno usado. Ela precisava ser preservada. Tamanho encanto não poderia ser entregue nas mãos de um açougueiro vulgar.

Mas o que? Eletrocussão? Não, não havia marcas. Falência respiratória? Como saber sem violar o corpo? Via-me num dilema, precisava preservá-la a todo custo, evitar as mãos de outros no corpo que me despertava tamanho desejo. Ainda podia ver sob a pele as veias azuladas deslizando como rios que corriam pelo corpo. O que haveria de ser?

Folhei dezenas de livros antigos em busca de alguma forma para matá-la sem deixar marcas. Não, não, não e não. Nada servia. A frustração acabou por me vencer e eu caí derrotado ao seu lado. Andei ao redor da mesa, ainda sem tocá-la. Apenas movendo a cabeça acompanhando a delineação do corpo. Sem marcas, sem sinais.

Ponderei, fiquei distante tentando imaginar o que poderia trazer a morte a alguém sem deixar marcas físicas. Algo que fosse aceitável ao ser humano, mas que de forma alguma pudesse ser explicado segundo as leis da ciência. Num sobressalto apanhei a certidão de óbito e dei por completa a perícia. “Causa Mortis” tristeza.

3 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

já q vc tem vergonha de assumir seus sentimentos publicamente, venho por meio deste avisar q vc é um rapaz "qse para comigo, para consigo e para conosco" pra dps ñ ter eventuais problemas com gurias q ñ saibam disso ;)
e se vc ñ publicar o poema com o trocadilho "Amando a Amanda" eu ñ sou mais "para consigo, para comigo e para conosco"
=]
hauhauahuahuahauhauahua

Henri com "i" disse...

De fato... e para morrer disso, nem é necessário deixar de estar vivo.