quarta-feira, 21 de março de 2007

Se não for com carinho não dá...

Bom, falhei um dia... Não é sempre que encontra-se o ânimo ou a inspiração necessária para a escrita. Talvez seja por ser um trabalho solitário, talvez seja pelas revisões que um texto deve passar, mas ainda assim é algo imensamente exaustivo. Quem acredita que trabalho braçal seja mais extenuante que o trabalho mental engana-se redondamente. Aquele que trabalha carregando caixas, pesos, fazendo esforço ao término de sua jornada pode livrar-se das suas obrigações e fazer o que bem entender. Já aquele que trabalha pensando nunca está livre de seu encargo. Este que trabalha usando a inteligência ou se preferirem a criatividade encontra-se vinculado segundo após segundo ao seu propósito. Estou errado ou mentindo? Então responda-me com sinceridade se no dia que antevêem a uma prova crucial um nervosismo/cansaço mental não toma conta daquele que está se preparando. Quem dentre os que escrevem nunca acordou no meio da madrugada com inspiração para fazer um texto e depois de uma ou duas horas encontra-se ainda trancado no primeiro parágrafo e após essa tentativa frustrante perde o sono completamente devido à indignação ao ocorrido? Eu mesmo cheguei a passar um mês, dia após dia pensando numa única historia a ser improvisada e com a necessidade de ser contada por 3 ou 4 horas por improviso encontrei-me falando de forma errada, escrevendo pior ainda sem falar na minha aparência abatida... Eu só não digo que invejo o trabalho braçal por um único motivo, não troco a minha inteligência por nada, mesmo esta não sendo nem de longe a mais brilhante dentre todas. E como desculpas pela minha falha em postar novidades em meu blog deixo um poema antigo também mas que assemelha-se com a minha situação atual.

O Que Eu Hei De Escrever...

O que eu hei de escrever,
Se as palavras me fogem ao pensamento
E as rimas não me surgem pelo intento?
O que eu hei de escrever?

O que eu hei de escrever,
Se para fazê-lo é preciso sentir,
De alegria chorar ou de tristeza sorrir,
O que eu hei de escrever?

O que eu hei de escrever,
Se me conforto como me encontro agora,
Se em minha alma não mais a mágoa brota
O que eu hei de escrever?

O que eu hei de escrever,
Se o sentimento se encontra seco,
Se em meu sorriso não há mais alento
E em minhas lagrimas não se encontra sequer solidão?

O que eu hei de escrever?

2 comentários:

Unknown disse...

seco ñ, pelo menos triste, ou arrasado, já que eu sou tão deslumbrante :P

Henri com "i" disse...

ainda bem que eu nunca acordei de noite!