como eu disse no título do post as vezes seria melhor não ter mãos, mas antes escrever que falar. Com as letras ao menos eu posso afirmar piamente que apenas trato de ficção e nao de realidade. Este post em si fala sobre o que eu considero importante para escrever, neste post eu falo Delas, as musas que nos dão tamanha inspiração à criar linhas (nunca equivalentes às mesmas)...
Bom, escrever… É sobre isso que tentarei falar nesse post. Não somente sobre o ato em si de escrever, mas também sobre o que o acarreta. Acredito ter adquirido, depois de tantos romances e contos, uma propensão pelo fantasioso, onírico. Por que não dizer, que depois de ler Shakespeare e Saramago, adquiri certa predileção à dramaturgia? Como todos ligados à literatura, tenho o desejo, mesmo que secreto, de vivenciar ao menos um dos romances encantadores os quais eu vivi em minha imaginação. Encontrar a minha Carlotta de Goethe, Beatriz de Dante, Lenora de Poe. Todavia apenas a imaginação não nos satisfaz por todo, eventualmente temos a necessidade de vivermos toda a vastidão de uma ficção e a ampla gama de sentimentos que a permeia. Eu, mesmo que a contragosto devo dizer que sinto Dela. Não ela a qual muitos dos leitores podem imaginar, mas sim Ela, não alguém específico, mas alguém especial. Mas sim de alguém que esteja comigo, talvez ao meu lado, de alguém que à surdina da noite eu possa contemplar dormindo delicadamente, enquanto observo com um riso tolo no canto do rosto. Ter alguém a quem eu possa amparar e por que não dizer que me possa amparar também. Sinto a grande falta de um romance, real e não insípido. Nada de imaginário ou de possibilidades. Procuro uma história concreta, resistente e inexorável, não um romance palpável como o vento e tão intenso quanto uma nuvem que se desmancha no ar. Preciso de alguém ao meu lado, para que eu possa exercer toda a dramaturgia dos personagens, os quais crio e que, queira eu ou não, refletem algo meu. Preciso de alguém que acompanhe a minha mudança de humor, durante uns dois ou três dias, por não conseguir escrever uma única linha e então após eu ter ficado a noite inteira acordado em frente à um computador, eu possa deixar tudo de lado para preparar um café da manhã à ela e acordá-la, com um beijo no rosto, dizendo bom dia ao afagar os seus cabelos. Sabe, sinto falta disso, desse sonho fantástico, em questão de relacionamentos. Preciso de alguém que, caso venha a acordar, antes de eu dar-me por conta que o sol já se levanta, e que ela me surpreenda com um abraço e um beijo de bom dia. Eu sei que isso não acontece, mas que mal tem em desejar algo? Preciso dos meus momentos de delírio, onde quem está comigo mal consegue me reconhecer, de tão diferente que eu fico, talvez parando a beira de uma crise de insanidade como no filme “The Wall” em “One of My Turns” e destruir tudo ao meu redor. Sei lá acho que me falta no presente momento uma musa, alguém a quem eu possa ver e sentir que esteja comigo em dias bons e ruins. Que me acompanhe, mas que acima de tudo seja verdadeira, tangível e palpável. Nada de romances platônicos ou correspondidos apenas de um lado. Quero algo mútuo, que tenha ida e volta, reiprocidade. Não sentimentos intensos que apenas partem e nunca retornam. Quero alguém que se permita sentir, que veja o quanto intenso as coisas podem ser e que acima de tudo me permita faze-lo também. Não quero mais amores e romances onde eu me esforço ao extremo para propiciar os melhores momentos a alguém e que após isso eu encontre simplesmente descaso ou senão algo pior ainda, que seria o fato de não ser percebido, apenas um Mr. Cellophane, saído de “Chicago” para a realidade. Preciso Dela, com “D” maiúsculo mesmo, uma musa alguém que me inspire de todas as formas, não apenas nos textos e palavras, mas que inspire-me (ou ensine-me) a viver talvez.... Não saberia dizer se o que eu quero existe ou está disponível em alguma prateleira de supermercado, eu sei que tentei seguir a linha dos ingleses, comer chocolates para me propiciar mais prazer que um beijo, mas não deu certo, escrever sobre doces não gera literatura mas apenas receitas. Acredito que não seja um beijo o que necessito, mas alguém a afagar, alguém que eu possa cuidar. Apenas observar talvez com um sorriso tenro e esquecer o restante alguém. Finalmente entendo que o que eu preciso é alguém a me proporcionar momentos felizes para que quando a distância entre nos acontecer eu possa recordar-me de seus sorrisos e escrever. Começo a chegar num ponto onde devo a discordar de um amigo que disse, quem é feliz vive, quem é triste escreve. A este amigo, neste instante diria que o inverso é mais verossímil. Aquele que escreve nada mais faz que contar os seus bons momentos, misturados com suas fantasias e acrescentando uma pequena pitada de drama à sua própria história. Eu apenas quero a minha história, o meu romance, as minhas palavras.
3 comentários:
eu ja te disse que seu texto está lindo, e que mexeu comigo..:P
beijo pra ti...
ah esse texto me trouxe algumas revelações, na verdade nem lembro se foi por causa dele q td começou, mas mexeu comigo rs, afinal, ele me induziu a certas perguntas :P
e ñ vou dizer q tá bom nem bonito, pq ñ é isso q vc quer, então.. beijos!
ai ai ai - textos assim acabavam em tuberculose, no século XIX.
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