sexta-feira, 11 de maio de 2007

Quase esqueci...

Bom tem mais um poema que eu também gostei... Sim, ele não ta grande coisa, mas ainda assim eu gostei. Com vocês:

Ilusões

Nada mais é intenso,
Somente o cinza habita dentro,
O poço seco, sem sofrimentos,
E um pesar por qual lamento.

Sem crises ou tormentos,
Apenas sigo, como um enfermo,
Não há chagas ou ferimentos,
Que expliquem minha aflição.

Não existe, nunca houve,
Apenas reinos de ilusão,
E o que era intenso até o ontem,
Hoje desfaz-se em desilusão.

Em uma noite mal dormida, em uma nova decepção...

2 comentários:

Unknown disse...

bonito o poema.

Henri com "i" disse...

me parece mais um poema sobre confusão, heheheh. A idéia de haver tormento sem ferimento, me leva a crer que há, também, ferimento por haver esse tormento... tipo uma cicatriz que se forma em cima de outra cicatriz. Assim, acho que ao invés haver um ferimento escondido, há, na verdade, duas cicatrizes. hehehhe

e acho que o poema acaba transmitindo isso