quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Voltando novamente à fábula...

Provavelmente aqueles que lêem este post já sabem que estou a escrever uma fábula a algum tempo, quase dois meses, e que repentinamente eu parei de falar sobre a elaboração da mesma. Venho por meio deste prestar alguns pequenos esclarecimentos sobre o andamento da mesma e sobre algo que me falaram recentemente. Sobre a obra em questão, ela continua em andamento, está com aproximadas 125 páginas no formato de livro o que como documento do Word dá aproximadamente 58 (ou algo assim). Ainda continua com os 2 protagonistas e agora apareceu um terceiro que eu ainda não tenho muita idéia da função do mesmo, mas citando Neil Gaiman, poucos escritores sabem o que estão fazendo quando começa m a escrever um livro. Existem vários personagens de suporte para dar maior “brilho” à atmosfera fantástica. Continua com o que pitoresco, com um linguajar extremamente simples (isso tem me dado mais trabalho que escrever de forma rebuscada). Aqueles que chegaram a ler alguma coisa me disseram que o que está escrito estranhamente deixa as pessoas “bizarramente” felizes, contentes ou satisfeitas com algo, não me perguntem o porquê, já que essa não foi a intenção ao escrever desta vez. Os personagens principais ainda são o Arthur, a Svi (uma pixie, não uma fada, uma PIXIE, inspirada em um personagem de RPG, a Hellninho RS) e agora surgiu um garoto que a única coisa que eu sei a respeito é que ele é um tanto pessimista e diz que nada vai dar certo. Também informo que estou cessando meus rabiscos relacionados à poesia e contos por tempo indeterminado e talvez duradouro. Não sei, misteriosamente toda aquela coisa funesta que eu tanto gostava de escrever desapareceu, acho que rever pessoas e sair um pouco de “casa” me fez muitíssimo bem. Sei lá só pretendo continuar a escrever a fábula por que começo a pensar cada vez mais que já está quase passando da hora de “vivenciar” uma, de ter aquele quê dos filmes do Woody Allen e das comédias românticas. Sim, assim como vocês devem ter exclamado, eu estou ficando velho. Até mais ver, e em meu próximo post eu pretendo colocar algum trecho da fábula.

sábado, 1 de setembro de 2007

Pra não ficar no silêncio...

Meu mais recente poema, apenas rima rica (adj. com subs.) e tenho a impressão que a métrica está correta também, caso alguem possa confirmar isso eu fico desde já grato. Acho que seria isso por hora.

Amor Ufano

Escondido em meu recanto,
Meu retiro sacrossanto,
Transpareço sem engano
Resoluto em tom vesano.

No recôncavo do pranto
Meu pesar antelucano
Diz lamúrias, solta o canto,
Deste meu ardor profano.

Tua beleza à mim afano
Num querer vesuviano
E a ti faço, em antecanto,
O que há em meu peito franco.

Então digo em meio ao encanto
Deste apego desumano:
- A amo com tamanho espanto,
Que este amor a mim ufano.