quinta-feira, 10 de abril de 2008

Sonetos

Aqui seguem alguns sonetos para avaliação... Não tenho muito tempo para falar agora, mas assim que for possível (espero que logo) retomarei minhas atividades normalmente no blog. Valew ae,

agradeço a atenção.


A Paixão de Ícaro


A Paixão um dia desses

Enamorou-se do rei sol

Mas as milhas entre eles

Eram muitas, dava dó.


Então com toda esperteza

Que a paixão consegue ter

Fez com cera um par de asas

Para o seu amor ir ver


E foi numa manhã mansa

Sobre o olhar da vila inteira

Que a paixão correu com força

E pulou da pirambeira


Então subiu, voou,

A paixão com asas de cera.

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Eu Poeta


Nunca tive o ardor d'outros poetas

Nem virei minh'alma em tormentos

Pouco sequer passei por noites de boêmio

Ainda menos vivi uma paixão repleta


Não tive sonhos, nem esperanças do vindouro

No alvorecer de outro dia a vir surgindo

Nem mesmo tive uma estrela ao céu luzindo

Em conforto ao meu pálido agouro.


O que me une a estes vates dedicados

a retratar os sentimentos com leveza

é o langor que permeia o meu fado.


É na tristeza que encontro meu amparo

De poder ser algo rente a um poeta

Mesmo nunca tendo o belo encontrado.

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Soneto de meu Regresso

Campos verdes dos verdores sois fulgentes

Desse estranho estertor primaveril

E a bela rosa d'outros campos jaz silente

Nesses campos que uma rosa não floriu


Altos monte que vigiam meu regresso

Meu amargo exílio doentio

Minha alma na treva não só dorme

Como nela novo lar constituiu


Estando em terra onde o belo não se tece

O meu sonho se eleva ao céu anil

Me ofertando o luar que resplandece

Sobre a rosa que esse campo não floriu.


Mas sim num sonho, onde as flores tristes dormem

Num sonhar com minha amada flor gentil.

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Se eu Morresse


Se eu morresse e alguém visse meu cortejo

Certo seria que veria em comoção

Minha irmã, com lágrimas ardentes

E mais ninguém a velar-me em meu caixão.


Se eu morresse triste cena seria ela,

Ao ver ali retratada a reclusão

Da minha alma, sem ao menos uma vela,

Sem uma chama a guiar na escuridão.


Caso morresse, nem teriam o tom célebre

Os poucos vermes a aguardar putrefação

Da minha carne , já sem vida, fria, inerme

E mesmo morto encontraria a solidão


Mas se eu morresse uma morte derradeira,

Livre estaria livre estaria dessa dor no coração.

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Morte Num Soneto Noturno


Põe-se o sol, no luar o brilho

De antigos medos que permeiam a noite,

Ocultos infaustos que atentam à sorte,

Assombram-me a alma, perturbam-me o juízo.


Em becos escuros que volveia o vento

Lamúrias inquietas de funestas cortes,

Rompe nos ares singelo açoite,

Estalido voraz do desconhecido.


O passo em falso, o olhar aflito,

Às sombras incertas de soturna noite

Corta, a mão que empunha a foice,

O silêncio noturno, com medonho riso.


Envolto em medo, resoluto digo:

-É a morte, uma sombra da noite!



PS Não tive muito tempo para revisar a digitação então pode haver erros. Valew novamente.

5 comentários:

Henri com "i" disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Henri com "i" disse...

Agradeço por:

em uma sala de Curitiba que a muito tempo não sentia o já conhecido perfume, este da fumaça do cheiro que só as palavras que, mais do que bem escritas, estão também engajadas com o que se passa na alma, toma o ar, viu-se pairar o que sentia-se falta.

Parabéns, Vídeo.

Unknown disse...

Então com tooooooooda a esperteza rs
vc devia sempre se inspirar na mesma, vamos combinar q são os melhores poemas rs
ainda quero ver vc declamando a versão original rs
o resto vc já sabe :P

beijos!

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

não gostei
obs: eu tbm quero ver vc declamando a versão original :-7 :-X